Somos alunos da Universidade Lusófona de Cabo Verde em São Vicente e criamos este blog por ocasião das Oficinas Sapo.Pretendemos levar a luz do dia os nossos problemas como estudantes, a nossa esperiência como Universitários, e muito mais....
24 de Janeiro de 2010

Vida e Obra

 

Amílcar Lopes Cabral nasceu em Guiné-Bissau, no dia 11 de Setembro.

 

Aos oito anos de idade mudou-se, conjuntamente com a família, para Cabo Verde (S.Vicente), onde completou o curso liceal em 1943.

 

Um ano depois mudou-se para a cidade da Praia, ilha de Santiago, e começou a trabalhar na Imprensa Nacional. Mas isto durou só um ano pois conseguiu uma bolsa de estudos no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa, Portugal.

 

Regressou a Bissau em 1952 pois foi contratado pelo Ministério do Ultramar como adjunto dos Serviços Agrícolas e florestais da Guiné. Suas actividades políticas, iniciadas já em Portugal, reservaram-lhe a antipatia do governador da colónia, que o obrigou a emigrar para Angola. Em Angola, une-se ao MPLA.

 

No mês de Setembro de 1956, co-fundou o PAI (Partido Africano para a Independência). Quatro anos mais tarde o PAI passou a ser o PAIGC (Partido Africano para a Independência de Guiné Bissau e Cabo Verde).

 

No dia 20 de Janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por membros do próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim quando disse “ Se alguém me há-de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios.”

 

Depois da sua morte, em Setembro Guiné tornou-se independente e dois anos depois no dia 5 de Julho de 1975 foi Cabo Verde. Valeu a pena a luta deste grande homem.

 

Um homem incomparável

 

Em 1925 os Cabo-verdianos representavam já 27% dos administradores e 61% dos chefes de posto, os responsáveis pela implementação das políticas de Portugal. Por causa disso, o povo cabo-verdiano era visto pelos guineenses, moçambicanos e angolanos como sendo hostis.

 

Pouco se sabia que Cabo Verde também era uma colónia e que os cabo-verdianos eram um povo colonizado, com uma história marcada pela exploração e abandono desumano a mercê da fome e da seca.

 

Cabral viu-se obrigado a abordar a questão da identidade cabo-verdiana no contexto colonial. Em 1961, numa carta aberta intitulada “ Porque os Cabo-verdianos são africanos” dirigida aos cabo-verdianos no Senegal.

 

Cabral dizia: “ Alguns esquecendo ou ignorando como os cabo-verdianos foram formados, pensam que Cabo Verde não é África por causa dos seus muitos mestiços. Não sabem que, por exemplo, na África do Sul, existem mais mestiços do que Cabo Verde, Angola e Moçambique juntos… mesmo que Cabo Verde possuísse uma maioria da população branca não deixaria de ser Africanos.”

 

De entre todos os objectivos de Cabral podemos apontar um muito importante que era tornar Cabo Verde e Guiné numa única pátria…

 

Infelizmente isto não aconteceu mas com tanta luta, com tanto esforço, é caso para dizer que Amílcar Cabral é um homem inesquecível. Um homem como poucos, concerteza uma herói, um HERÓI NACIONAL…

 

Fonte:

http://www.vidaslusofonas.pt/amilcar_cabral.htm

 

Alguns dos outros Heróis Nacionais

 

   Pedro Pires

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abílio Duarte

 

Guiné-Bissau: Silvino da Luz vai ao funeral de Nino VieiraSilvino da Luz

 

David Hopffer Cordeiro Almada

 

 

publicado por ATA às 18:27
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