Somos alunos da Universidade Lusófona de Cabo Verde em São Vicente e criamos este blog por ocasião das Oficinas Sapo.Pretendemos levar a luz do dia os nossos problemas como estudantes, a nossa esperiência como Universitários, e muito mais....
14 de Fevereiro de 2010

Dia dos Namorados

 

O Dia dos Namorados celebra o amor, a paixão entre amantes e a partilha de sentimentos. Todos os anos, no dia 14 de Fevereiro, ocorre a troca de chocolates, envio de postais e de oferta de flores. Muitos casais planeiam jantares românticos, noites especiais e fazem planos para surpreender e agradar à sua «cara-metade».

 

É um dia em que, aqui em Cabo Verde, todos estão preocupados com as prendas e em agradar o companheiro(a).

 

Mas pergunta-se: Como é que chegámos a esse dia? Ou melhor: Porquê dia dos namorados?

 

Os ATA vão tentar voltar na história e fazer-te entender uma história de amor que dá inveja.

 

A História

 

Conta-se que durante o governo, do imperador Cláudio II, na Roma antiga, este proibiu a realização de casamentos em seu reino, com o objectivo de formar um grande e poderoso exército. Cláudio acreditava que os jovens se não tivessem família, alistariam-se com maior facilidade.

 

No entanto, um bispo romano continuou a celebrar casamentos, mesmo com a proibição do imperador. Seu nome era Valentim e as cerimónias eram realizadas em segredo. A prática foi descoberta e Valentim foi preso e condenado à morte. Enquanto estava preso, muitos jovens jogavam flores e bilhetes dizendo que os jovens ainda acreditavam no amor.

 

Entre as pessoas que jogaram mensagens ao bispo estava uma jovem cega: Asterias, filha do carcereiro a qual conseguiu a permissão do pai para visitar Valentim. Os dois acabaram apaixonando-se e milagrosamente a jovem recuperou a visão. O bispo chegou a escrever uma carta de amor para a jovem com a seguinte assinatura: “de seu Valentim”, expressão ainda hoje utilizada.

 

Valentim foi decapitado em 14 de Fevereiro de 270.

 

 

Depois de saberes um pouco de como tudo aconteceu vamos mostrar-te alguns poemas de amor que fizeram e fazem sucessos no mundo do amor.

 

Amor É Fogo Que Arde Sem Se Ver

 

Amor é fogo que arde sem se ver;

É ferida que dói e não se sente;

É um contentamento descontente;

É dor que desatina sem doer;

 

É um não querer mais que bem-querer;

É solitário andar por entre a gente;

É nunca contentar-se de contente;

É cuidar que se ganha em se perder;

 

É querer estar preso por vontade;

É servir a quem vence, o vencedor;

É ter com quem nos mata lealdade.

 

Mas como causar pode seu favor

Nos corações humanos amizade,

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?

 

Luís Vaz de Camões

 

Olhos Negros

 

Por teus olhos negros, negros,

Trago eu negro o coração,

De tanto pedir-lhe amores...

E eles a dizer que não.

 

E mais não quero outros olhos,

Negros, negros como são;

Que os azuis dão muita esp'rança

Mas fiar-me eu neles, não.

 

Só negros, negros os quero;

Que, em lhes chegando a paixão,

Se um dia disserem sim...

Nunca mais dizem que não.

 

Almeida Garrett

 

Hino ao Amor

 

De olhar fixo no pensamento, viajei ao imaginário

Perdi-me no tempo, nas memórias…

Percorri e atravessei a trilha das almas

Ouvi sons de passos que não dei…

Despertei com o estalar do fogo, fogo que só tu sabes atear

O calor que me invade o corpo, envolve-me e unifica-me…

Aumenta em mim uma chama difícil de conter ou dominar

Sinto nascer em mim a sede insaciável…

Desejos secretos não acessíveis a todos os olhares

Envolvida por águas revoltas e macias

Reconheço a ternura das tuas emoções

Embalada pela dor penetrante de um ardente encontro

Sinto-me abraçada pelo som orquestrado de uma pintura com vida

Ouvem-se os ecos da passagem…

Murmúrios audíveis de um grito inquieto

Passível de inflamar as almas

Resgate do amor eterno

Na tela e na vida, atravessei o arco-íris.

 

Susana Silva

 

Os ATA também sabem o que é o romance e vamos dar-te a conhecer uma história de amor, de pessoas que amam desesperadamente e que fazem de tudo para ficarem juntos. Quiçá, possas inspirar….

 

Pedro & Inês de Castro

 

Inês de Castro chegou a Portugal em 1340, integrada como aia no séquito de Constança Manuel, filha de João Manuel de Castela, um poderoso nobre descendente da Casa real Castelhana, que iria casar com o príncipe Pedro, herdeiro do trono Português.

 

O príncipe apaixonou-se por Inês pouco tempo depois, negligenciando a mulher legítima, Constança, e pondo em perigo as débeis relações com Castela. Tentando separar Pedro e Inês, Constança convida Inês como madrinha do seu primeiro filho varão, o Infante Luís (1343), já que de acordo com os preceitos da Igreja Católica de então, uma relação entre um dos padrinhos e um dos pais do baptizando era quase incestuosa. A criança não durou um ano, o que fez aumentar as desconfianças em relação a Inês de Castro.

 

Sendo o romance adúltero vivido às claras, o rei Afonso IV (que havia promulgado leis contra este tipo de situações) manda exilar Inês no castelo de Albuquerque, na fronteira espanhola, em 1344. No entanto, a distância não apagou o amor entre os dois apaixonados e, segundo a lenda, continuavam a corresponder-se com frequência. Em Outubro do ano seguinte, Constança morre ao dar à luz o futuro Fernando I de Portugal, deixando Pedro viúvo e um homem livre. Inês volta do exílio e os dois foram viver juntos para longe da corte, tendo tido quatro filhos: Afonso (morto em criança), João, Dinis e Beatriz.

 

Afonso IV tentou por diversas vezes organizar um terceiro casamento para o seu filho, com princesa de sangue real, mas Pedro recusa tomar outra mulher que não Inês. O velho Rei receava a influência da família de Inês, os poderosos Castro, no seu filho e herdeiro; além disso, o único filho varão de Pedro e Constança Manuel, Fernando, era uma criança frágil, e crescia a insegurança em relação à sua vida para que um dos saudáveis filhos de Inês de Castro pudesse ocupar o trono. A nobreza portuguesa também começava a inquietar-se com a crescente influência castelhana sobre o futuro rei.

 

O rei Afonso IV decidiu então que a melhor solução seria eliminar Inês. Depois de alguns anos no Norte, Pedro e Inês haviam regressado a Coimbra e se instalado no Paço de Santa Clara.

 

A 7 de Janeiro de 1355, o rei cede às pressões dos seus conselheiros, e aproveitando a ausência de Pedro numa excursão de caça, envia Pêro Coelho, Álvaro Gonçalves e Diogo Lopes Pacheco para executar Inês. Os três dirigiram-se ao Mosteiro de Santa Clara em Coimbra, onde Inês se encontrava e degolaram-na. Tal facto, segundo a lenda, terá originado a cor avermelhada das águas que correm nesse local da Quinta das Lágrimas.

 

A morte de Inês fez com que Pedro se revoltasse contra Afonso IV, que responsabilizou pela morte e provocou uma sangrenta guerra civil (nunca foi). A Rainha Beatriz interveio e após meses de luta, a paz foi selada em Agosto de 1355.

 

Pedro tornou-se o oitavo rei de Portugal em 1357. Em Junho de 1360 faz a famosa declaração de Cantanhede, legitimando os filhos ao afirmar que se havia casado secretamente com Inês, em 1354 "...em dia que não se lembrava...". A palavra do rei, e de seu capelão foram a única prova deste casamento. Pedro perseguiu os assassinos de Inês, que tinham fugido para Castela. Pêro Coelho e Álvaro Gonçalves foram apanhados e executados (segundo a lenda, o Rei mandou arrancar a um o coração pelo peito e ao outro pelas costas, e assistiu à execução enquanto se banqueteava). Diogo Lopes Pacheco conseguiu escapar para França, e foi mais tarde perdoado pelo Rei no seu leito de morte.

 

Pedro mandou construir dois esplêndidos túmulos no mosteiro de Alcobaça, um para si e outro para onde trasladou os restos de sua amada Inês. Pedro juntou-se a Inês em 1367, e os restos de ambos jazem juntos até hoje, frente a frente, para que, segundo a lenta "possam olhar-se nos olhos quando despertarem no dia do juízo final".

 

Inês de Castro tornou-se conhecida ao ter a sua história lembrada por Camões no Canto III d' Os Lusíadas, onde faz referência à «...mísera e mesquinha, que depois de ser morta foi rainha...». Foi amante e declarada postumamente esposa legítima de Pedro I de Portugal. A sua desventurada vida e controvertido casamento ainda faz com que historiadores se debrucem sobre o caso, procurando indícios se houve ou não um casamento.

 

Quem também não se lembra de Romeu e Julieta, pessoas que lutam até ao fim e morrem juntos. Uma história encantadora…

 

Tipos de beijo

 

 

Para começar um namoro o fundamental é beijar a boca da pessoa amada. Quem não queria???? Este momento é, sem dúvida o mais esperado.

 

Os ATA mostram três diferentes formas de beijar:

 

Doce

 

A suavidade dos lábios e a ternura dos movimentos são a estratégia principal. Carícias na face e na nuca também são extremamente importantes, porque conseguem derreter qualquer pessoa.

 

Arrebatador

 

Um beijo suave que parece uma mordida nos lábios. As mãos acariciam a nuca e depois a língua toca na área atrás das orelhas. Esta táctica consegue animar qualquer pessoa, porque a sensibilidade das orelhas é altíssima.

 

Apaixonado

 

Estes beijos são adequados única e exclusivamente para momentos super apaixonados. Começa com um beijo de língua simples e vai aos poucos entrando em sintonia, transformando um beijo que seria considerado arrebatador numa ocasião super excitante. E, claro, eles não duram menos que 15 minutos...

 

Os ATA também estão sempre informados…Queres saber como surpreender a tua cara-metade dizendo-lhe que a (o) amas de línguas diferentes? …

 

Alemão - Ich liebe dich

Chinês - Ngo oiy ney a

Espanhol – Te quiero / Te amo

Francês – Je t'aime, Je t'adore

Grego – S'agapo Holandês – Ik hou van jou

Inglês – I love you Italiano – Ti amo

Japonês – Aishiteru Marroquino – Ana moajaba bik

Russo – Ya tebya liubliu

 

Por fim terminámos, sempre, em clima de romance, deixando umas frases para surpreender aquela pessoa…

 

• Amar alguém é ser o único a ver um milagre invisível para outros. (Mauriac)

 

• O amor vence tudo – Omnia vincit amor (Virgílio)

 

• A medida do amor é não ter medida. (Santo Agostinho)

 

• O inferno é já não amarmos. (Georges Bernanos)

 

• Não ser amado é uma simples desventura. A verdadeira desgraça é não saber amar. (Autor desconhecido)

 

• Quando o amor enche o coração, não deixa nele lugar para mais nada. Nem para o ódio, nem para o rancor, nem para o orgulho. (José Mallorqui)

 

• Um homem tem a idade da mulher a quem ama. (Provérbio chinês)

 

• O amor por uma pessoa deve incluir os corvos do seu telhado. (Provérbio chinês)

 

• Amar não é mais que morrer em si para renascer no outro. (Autor desconhecido)

 

Obrigada pela atenção… Continuação de um óptimo dia dos namorados… e que sejas um bom namorado(a) todos os dias!!!

 

 

 

 

       

 

Fontes:

http://diadosnamorados.kazulo.pt/2839/frases-de-amor.htm

http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%A3o_Valentim

http://diadosnamorados.kazulo.pt/2771/historia-de-sao-valentim.htm

 

ATA

publicado por ATA às 21:24
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