Somos alunos da Universidade Lusófona de Cabo Verde em São Vicente e criamos este blog por ocasião das Oficinas Sapo.Pretendemos levar a luz do dia os nossos problemas como estudantes, a nossa esperiência como Universitários, e muito mais....
31 de Janeiro de 2010

Mindelo: " A cidade que tem o coração na mão"

 

A cidade de Mindelo localiza-se na ilha de São Vicente e, é a segunda maior cidade de Cabo Verde. Nesta cidade encontramos um desenvolvimento e uma prosperidade raros nas outras ilhas, sobretudo graças ao seu porto de águas profundas — o Porto Grande — que serve de escala transatlântica para navios de todas as nacionalidades.

 

Em Mindelo respira-se uma atmosfera muito própria e um ar cosmopolita trazido pelo Porto Grande. Esta atmosfera única é indissociável do calor humano e da hospitalidade das suas gentes. É a sua faceta de cidade amante do lado divertido da vida que lhe confere o rótulo de capital da diversão do país: bons restaurantes, frequentes animações com música ao vivo e, sobretudo, uma agradável convivência que a sua gente procura e cultiva.

 

Ao clima ameno, pautado por uma temperatura suave, juntam-se o arranjo cuidado dos lugares públicos, o património histórico bem preservado e um movimento cultural permanente. É talvez esta multiplicação de manifestações de vivacidade que levam a considerá-la a cidade mais acolhedora e atraente do país. Há quem diga que aqui nasceu a morabeza e aqui continua a ser a sua sede.

 

Mindelo é o resultado de duas grandes influências, a colonial portuguesa e a britânica, denunciadas ao virar de cada esquina nos seus arruamentos e na arquitectura dos seus belos edifícios. Destacam-se o Palácio do Governador, a Câmara Municipal, a Pracinha da Igreja – o berço da cidade, a partir da qual foram construídas as primeiras casas e traçadas as primeiras ruas –, a Avenida Marginal – com a réplica da Torre de Belém de Lisboa –, o Fortim d'el-Rei – a construção mais antiga existente em Mindelo e com uma soberba vista panorâmica sobre a cidade e a baía, – a Alfândega Velha – hoje Centro Nacional de Artesanato, único local instituído como guardião dos riquíssimos testemunhos da arte cabo-verdiana.

 

A cidade tem uma vida nocturna fervilhante. O ponto de encontro para a ronda de bares e discotecas é na Praça Nova de onde se parte para descobrir a riqueza e diversidade da música cabo-verdiana com mornas, coladeras, funanás e kizombas. Um dos pontos altos da animação da cidade é o Carnaval de Mindelo que ocorre na mesma data do Carnaval brasileiro e europeu. Perto de Mindelo realiza-se anualmente o famoso Festival de Música da Baía das Gatas.

 

Considerada como a capital cultural do país, Mindelo tem escolas primárias e secundárias, universidades,jardins, bancos e uma vida nocturna que nada fica a dever à da capital, Praia. Mindelo foi a Capital Lusófona da Cultura em 2003. O aeroporto localiza-se 7 km a sudoeste da cidade, perto de São Pedro.

 

fonte:www.wikipedia.org

publicado por ATA às 18:41

publicado por ATA às 18:40

publicado por ATA às 18:40

Carnaval

 

         

 

 

Festival Baía das Gatas

 

         

 

 

Fim de Ano

 

 

 

Personalidades de São Vicente conhecidas no mundo inteiro:

Cesária Évora

 

 

Manuel d'Novas

 

 

... e muitos outros ... o berço da Cultura de Cabo Verde

 

 Fontes: www.google.com

publicado por ATA às 18:18
24 de Janeiro de 2010

publicado por ATA às 21:42

Tu vives – mãe adormecida -

Nua e esquecida,

Seca,

Fustigada pelos ventos,

Ao som da música sem música

Das águas que nos prendem…

Ilha:

Teus montes e teus vales

Não sentiram passar os tempos

E ficaram no mundo dos teus sonhos

-os sonhos dos teus filhos -

E clamar aos ventos que passam,

E às aves que voam, livres,

As tuas ânsias!

Ilha:

Colina sem fim de terra vermelha

-terra dura -

Rochas escarpadas tapando os horizontes,

Mas aos quatro ventos prendendo as nossas ânsias!

 

Amílcar Cabral

 

publicado por ATA às 18:45

Vida e Obra

 

Amílcar Lopes Cabral nasceu em Guiné-Bissau, no dia 11 de Setembro.

 

Aos oito anos de idade mudou-se, conjuntamente com a família, para Cabo Verde (S.Vicente), onde completou o curso liceal em 1943.

 

Um ano depois mudou-se para a cidade da Praia, ilha de Santiago, e começou a trabalhar na Imprensa Nacional. Mas isto durou só um ano pois conseguiu uma bolsa de estudos no Instituto Superior de Agronomia em Lisboa, Portugal.

 

Regressou a Bissau em 1952 pois foi contratado pelo Ministério do Ultramar como adjunto dos Serviços Agrícolas e florestais da Guiné. Suas actividades políticas, iniciadas já em Portugal, reservaram-lhe a antipatia do governador da colónia, que o obrigou a emigrar para Angola. Em Angola, une-se ao MPLA.

 

No mês de Setembro de 1956, co-fundou o PAI (Partido Africano para a Independência). Quatro anos mais tarde o PAI passou a ser o PAIGC (Partido Africano para a Independência de Guiné Bissau e Cabo Verde).

 

No dia 20 de Janeiro de 1973, Amílcar Cabral é assassinado em Conacri, por membros do próprio partido. Amílcar Cabral profetizara seu fim quando disse “ Se alguém me há-de fazer mal, é quem está aqui entre nós. Ninguém mais pode estragar o PAIGC, só nós próprios.”

 

Depois da sua morte, em Setembro Guiné tornou-se independente e dois anos depois no dia 5 de Julho de 1975 foi Cabo Verde. Valeu a pena a luta deste grande homem.

 

Um homem incomparável

 

Em 1925 os Cabo-verdianos representavam já 27% dos administradores e 61% dos chefes de posto, os responsáveis pela implementação das políticas de Portugal. Por causa disso, o povo cabo-verdiano era visto pelos guineenses, moçambicanos e angolanos como sendo hostis.

 

Pouco se sabia que Cabo Verde também era uma colónia e que os cabo-verdianos eram um povo colonizado, com uma história marcada pela exploração e abandono desumano a mercê da fome e da seca.

 

Cabral viu-se obrigado a abordar a questão da identidade cabo-verdiana no contexto colonial. Em 1961, numa carta aberta intitulada “ Porque os Cabo-verdianos são africanos” dirigida aos cabo-verdianos no Senegal.

 

Cabral dizia: “ Alguns esquecendo ou ignorando como os cabo-verdianos foram formados, pensam que Cabo Verde não é África por causa dos seus muitos mestiços. Não sabem que, por exemplo, na África do Sul, existem mais mestiços do que Cabo Verde, Angola e Moçambique juntos… mesmo que Cabo Verde possuísse uma maioria da população branca não deixaria de ser Africanos.”

 

De entre todos os objectivos de Cabral podemos apontar um muito importante que era tornar Cabo Verde e Guiné numa única pátria…

 

Infelizmente isto não aconteceu mas com tanta luta, com tanto esforço, é caso para dizer que Amílcar Cabral é um homem inesquecível. Um homem como poucos, concerteza uma herói, um HERÓI NACIONAL…

 

Fonte:

http://www.vidaslusofonas.pt/amilcar_cabral.htm

 

Alguns dos outros Heróis Nacionais

 

   Pedro Pires

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Abílio Duarte

 

Guiné-Bissau: Silvino da Luz vai ao funeral de Nino VieiraSilvino da Luz

 

David Hopffer Cordeiro Almada

 

 

publicado por ATA às 18:27
17 de Janeiro de 2010

publicado por ATA às 15:07
09 de Janeiro de 2010

Pretendemos mostrar a todos, principalmente para pessoas das outras ilhas e países como e a nossa passagem de ano...

 

S.Antão

Muita agitação. O Terreiro da Vila da Ribeira Grande encontra-se repleta de gente por todos os lados. Uns andando pelas lojas chinesas, outras pelos boutiques...(conforme a possibilidade de cada um). As pessoas vêm de todos os cantos da vila para a grande celebração de acção de graças, às 5horas da tarde na Igreja de Nossa Senhora do Rosário. Outros porém, estão mais preocupados com a festa de passagem de ano.

Depois da celebração, começam o bater nas portas pelas crianças (e não só) para cantarem o tal: "Senhor São Silvestre".Muitas pessoas já circulam pelas ruas, direcionado para o Terreiro onde terá o "espectáculo". Meia noite é esperando por todos e os foguetes vistos com muita alegria. Um novo ano, tudo muda e espera-se que para melhor. Muita harmonia e solideriadade. Depois da manifestação de feliz ano novo uns vão para a festa e aí por diante!!!

Arilizia e Anildo 

S.Vicente

Como sempre, o dia 31 de dezembro é um dia muito aterefado em s.vicente. O dia começa de manhazinha com as crianças a prepararem os seus chocalhos para o "recordai". Mulheres de rolo na cabeça andam pelas ruas de S.Vicente a procura dos últimos preparativos para o reveillon. As cozinhas transbordam cheiros de dar água na boca. Os mais jovens estão mais preocupados com as festas de reveilon. As crianças esperam ansiozamente para o nascer da lua para começaram a tocar o "recordai" onde recebem algumas moedas como forma de agrecimento pelas boas festas.

Antes da meia noite muitos fazem uma ceia de fim de ano com comidas e bebidas deliciosas, minutinhos antes da meia noite todos descem para a Avenida Marginal ver os tão esperados foguetes.  As badaladas da meia noite, ou seja, o novo ano a entrar é um espetáculo contagiante com batucada, foguetes e o tradicional "pite", tal como diz a musica "pite na baia, cine na igraja, foguete na rua". Muitos aproveitam para entrar no mar como uma forma de limpar a alma; outros dançam ao som da batucada; outros cumprimentam os seus familiares e amigos; outros ainda, de olhos bem, abertos pedem desejos para o novo ano.

Apressados muitos vão as suas casas preparem-se para as tais festas de reveillon. As festas costumam terminar de manhazimha quando todos se reunem na Praça para acompanhar a banda municipal. Em S.Vicente as festas só terminam dois dias depois...hahahah pa mim fim d'one ê sempre assim.

Tenisha

 

 

 

 

publicado por ATA às 18:07
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